sábado, 30 de janeiro de 2010

"Direitos Humanos"

Formações

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Bispo denuncia pacote ideológico do Governo

O decreto estabelece instrumentos de controle da imprensa, entre outros

O novo Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo presidente Lula (21 de dezembro próximo passado), em terceira versão requentada, carece de melhor parecer jurídico, em conformidade com a Constituição Federal. O Presidente declarou que não leu o texto que assinou (sic). Confiou o texto à apreciação daquela que ele pretende eleger como sua sucessora na Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, analisou e criticou o documento, que suspeita da agricultura de mercado, hoje principal suporte do superávit comercial e da estabilidade de preços do País. O decreto reflete a ideologia marxista, inspirando a libertação do povo. Assim, desde os anos 70 apregoa os fautores da esquerda festiva.

Notemos duas mudanças anticonstitucionais no texto do tal decreto. Primeira: a desestabilização do legítimo direito de propriedade, ao fomentar invasões de propriedades pelos movimentos e organizações populares (leia-se MST, congêneres). Segunda: praticamente legitima a invasão e a tomada de propriedades, pelo exercício de mediação entre invasores e vítimas de invasão, antecedendo uma eventual decretação de reintegração de posse, por parte do juiz.

Pela Constituição invasão é crime. Pelo novo decreto, invasores adquirem status legal dos antigos proprietários. Essas propostas açodam a insegurança no campo. Não se trata de ocupar terras devolutas, mas invadir propriedades produtivas. Outra bobagem do decreto seria submeter às organizações populares decisões de plantio de variadas culturas.

A questão agrária e agrícola requer produção de qualidade e não invasão de propriedade. Por falta de incentivo, de assistência tecnológica e financeira, pequenos e médios produtores deixam de produzir. Não obstante programas interessantes como o Pronaf e outros incentivos, muitos assentamentos são pouco produtivos.

A grande aberração do documento é manipular os Direitos Humanos, transformados em panacéia de ideologia. Vejam só. O decreto estabeleceria a profissão para prostitutas. Ora, as pessoas que se tornaram vítimas da difícil “vida fácil”, por certo, gostariam de se libertar dessa triste condição vexatória. O decreto estatui a prostituição, a promiscuidade.

Porém, a pior aberração do decreto é estabelecer instrumentos de controle da imprensa, como recentemente foi censurado o jornal “O Estado de S. Paulo” ao veicular informações sobre os bens familiares do senador Sarney. O decreto retrocede ao expediente da censura à mídia quando esta contrariasse os interesses da cúpula palaciana governamental. Na verdade, uma pseudoesquerda se instalou com a pretensão de tomar o foro de cidadania no governo Lula, pensando em se eternizar no poder. Ah! Se a moda dos “companheiros” da Venezuela e Bolívia pegar…

Nossa esperança é que surjam reações ao decreto que o Presidente assinou e não leu. Que fique de molho e não passe de carta de intenções. A esquerda festiva vai continuar a conspurcar e a utilizar a prerrogativa dos Direitos Humanos, tentando prevalecer ao Estado democrático, de direito e de fato.

Dom Aldo Di Cillo Pagotto

Arcebispo da Paraíba (PB)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Papa aos membros das pontifícias academis: promover humanismo cristão

Papa aos membros das pontifícias academis: promover humanismo cristão - 28/01/2010 - 12:47

Bento XVI recebeu em audiência, nesta quinta-feira, no Vaticano, os membros das Pontifícias Academias que se reuniram ontem na sede do Conselho de coordenação das Pontifícias Academias para refletir sobre o tema "A formação teológica do presbítero".


Durante o evento, foi entregue o prêmio das Pontifícias Academias, em nome do Santo Padre, ao teólogo leigo estadunidense, John Mortensen, autor de uma tese de doutorado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, centralizada na analogia de Santo Tomás de Aquino.


O prêmio é entregue a cada ano pelo papa a jovens estudiosos, artistas ou instituições que tenham se destacado na promoção do humanismo cristão.


"Diante do relativismo que domina a cultura atual, serve uma formação que promova o homem em sua integralidade" – disse Bento XVI aos membros das Pontifícias Academias.


"A falta de pontos de referência ideais e morais, que penaliza particularmente a convivência civil, mas, sobretudo, a formação das jovens gerações, deve corresponder a uma oferta ideal e prática de valores e verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa interessar todos, sobretudo os jovens" – acrescentou o papa.


Bento XVI sublinhou que tal compromisso deve ser particularmente obrigatório no âmbito da formação dos candidatos ao ministério presbiteral como exige o Ano Sacerdotal e como afirma o tema deste ano escolhido pelas Pontifícias Academias.


O papa frisou que a cultura atual e, mais ainda os fiéis solicitam continuamente a reflexão e a ação da Igreja nos vários âmbitos onde emergem novas problemáticas, sobretudo na pesquisa filosófica e teológica das Pontifícias Academias.


"Nestes delicados espaços de pesquisa e compromisso, vocês são chamados a dar uma contribuição qualificada, competente e intensa, a fim de que toda a Igreja e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, linguagens e meios adequados para dialogar com as culturas atuais e responder de maneira eficaz aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana" – disse ainda o Santo Padre.


Bento XVI finalizou seu discurso, desejando que as Pontifícias Academias "sejam hoje instituições vivas, capazes de entender as sociedades e as culturas, as necessidades e as expectativas da Igreja a fim de oferecer uma adequada e válida contribuição em favor da promoção de um autêntico humanismo cristão – concluiu o pontífice.

Última Alteração: 12:47:00
Fonte: Rádio Vaticano
Local:Cidade do Vaticano
Inserida por: Administrador

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cardeal Rylko...

Cardeal Rylko apresenta “novo estilo de colaboração” entre sacerd


27-01-2010

O cardeal Stanislaw Rylko apresentou, nesta terça-feira, o que chamou de um “novo estilo de colaboração" entre sacerdotes e leigos nos movimentos eclesiais e novas comunidades, discutindo os benefícios que pode trazer para Igreja.

O presidente do Conselho Pontifício para os Leigos discursou no quinto Colóquio de Roma, organizado pela Comunidade dell'Emmanuele e pelo Instituto Universitário Pierre Goursat (IUPG), em colaboração com o Instituto Pontifício “Redemptor Hominis", que neste ano teve como tema "sacerdotes e leigos na missão".

Este "novo estilo" de colaboração entre sacerdotes e leigos, explicou o cardeal polonês, pressupõe que “os presbíteros reconheçam a identidade própria dos fiéis leigos e os valorizem efetivamente em sua missão na Igreja e no mundo evitando assumir, por um lado, atitudes paternalistas ou autoritárias no governo das comunidades paroquiais, e por outro, uma falsa promoção das ações leigas sem respeitar sua vocação específica, o que poderia se tornar um álibi para não assumir os próprios deveres pastorais para com a comunidade cristã”.

Este “novo estilo”, acrescentou, pede aos leigos um "vivo sentimento de pertença à Igreja, bem como "a consciência de sua responsabilidade em dar sua contribuição para a vida e missão da Igreja, evitando ao mesmo tempo uma excessiva preocupação com os assuntos intra-eclesiais". O cardeal alertou, porém, para o perigo "da armadilha de uma mentalidade hostil às instituições eclesiais, contaminada pela lógica mundana da luta pelo poder”.

“Fator decisivo para o despertar missionário de todo o povo de Deus, em um mundo no qual se alastram o laicismo e um neo-paganismo desenfreado, e no qual Deus é cada vez mais o Grande Excluído”, prosseguiu o cardeal, o novo estilo de colaboração entre sacerdotes e leigos, inaugurado pelo Concíllio Vaticano II, traz consigo o desafio de “cada qual fazer sua parte”.

Em nossos dias, o florescimento de movimentos eclesiais e novas comunidades “suscita grande esperança”.

Tais movimentos dão forma a um “nós comunitário”, que passa a ser "um percurso pedagógico trilhado em comunhão, no qual todos estão envolvidos".

Por isso, os movimentos eclesiais e as novas comunidades tornaram-se as “verdadeiras oficinas” deste “novo estilo de colaboração” no serviço à missão evangelizadora da Igreja.

“O sacerdote deve saber acolher e interpretar a novidade destes novos dons carismáticos. Não devem ser vistos como um problema pastoral, mas como uma grande oportunidade de renovação de nossas comunidades paroquiais”.

O cardeal enfatizou ainda que "estes movimentos não concorrem com a paróquia, nem constituem uma alternativa às paróquias. Representam, ao contrário, uma grande oportunidade que deve ser aproveitada. Porque todo ambiente no qual se formam cristãos maduros e conscientes de suas próprias vocações é útil à causa da Igreja e da paróquia”.

E pediu: “de seus ministros, portanto, a Igreja espera sensibilidade e abertura a essas novas realidades".

“Por outro lado, o caráter essencialmente leigo destes movimentos eclesiais não suprime a necessidade de uma presença sacerdotal. Longe de representar uma clericalização, tal presença – sempre animada por uma sincera caridade pastoral – constitui um serviço prestado no pleno respeito à liberdade associativa dos fiéis leigos”.

Os movimentos eclesiais e as novas comunidades necessitam, assim, do “sábio, atento e paternal acompanhamento dos pastores. Trata-se de uma missão muito delicada, para a qual cada sacerdote deve se preparar de modo adequado”.

O cardeal se disse convencido de que o Ano Sacerdotal, que está sendo vivido na Igreja, representa “uma ótima oportunidade dada aos pastores de ouvirem com atenção aquilo que o Espírito Santo está dizendo à Igreja por meio destes dons carismáticos”.

“Para os cristãos cansados e desmotivados, e para as comunidades excessivamente voltadas para si mesmas, os movimentos lançam o desafio de uma Igreja corajosamente projetada em direção às novas fronteiras da evangelização”, concluiu.

Unção para anunciar


Unção para anunciar

Doutrina e Igreja

27-01-2010

Dom José Alberto Moura

Derramar óleo de oliveira na cabeça de determinadas pessoas escolhidas para missões especiais era costume no meio dos judeus. Jesus lembra as palavras de Isaías, aplicando-as a si: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Is 4, 18-19). Não basta a unção, que é sinal da consagração de Deus. É preciso executar a missão de levar vida e salvação aos outros.
Jesus é chamado Cristo. Quer dizer ungido. Ele assume a missão dada pelo Pai, de salvar a humanidade. Ele realiza a libertação no sentido horizontal, mas com o sentido da verticalidade, ou seja, da superação dos males terrenos, mas em vista de se conseguir a felicidade eterna. O Papa Bento XVI nos coloca, na encíclica "Caridade na Verdade", o tema "O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade". Ele lembra: “Eliminar a fome no mundo tornou-se, na era da globalização, também um objetivo a alcançar para preservar a paz e a subsistência da terra” (nº. 27). Por outro lado, o Pontífice lembra que “sem Deus o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja” (nº. 78).
Em termos de Igreja, precisamos valorizar, sem dúvida, a consagração das pessoas, mas sublinhando sua finalidade, a de dar vida ao mundo com os critérios de Deus. Para isso, a união ou comunhão eclesial é de suma importância para potencializarmos nossos instrumentos de evangelização. Só a sacramentalização não é suficiente. É preciso instruirmos, formarmos e darmos base de evangelização para se compreender e promover a libertação integral das pessoas. É preciso haver a superação de grupos fechados em si mesmos para ganharmos em comunhão e força de evangelização. Todos podem ter reta intenção, mas é preciso usar meios adequados para nos unir em função de transformar a sociedade com os critérios do Reino de Deus. Somos ungidos para evangelizar. Cumprimos essa missão em comunhão e mútua ajuda. Jesus mandou-nos ser luzes, indicando seu caminho à sociedade. Na união, nossa luz fica forte e capaz de tirar as escuridões da vida das pessoas.

No mundo cheio de propostas diferenciadas, somos instados a assumir a Boa-Nova de Cristo, deixando-a impregnar nosso ser para testemunharmos sua verdade que salva. O ser humano sozinho, apesar de sua inteligência e seu desenvolvimento cultural, não é capaz de realizar um projeto de vida que o satisfaça plenamente. Só Deus preenche o vazio humano com a realidade de seu amor. Por isso, recebendo a unção do batismo, temos a possibilidade de contribuir com a realização plena do ser humano, com os valores e os dons de Deus deixados em sua Igreja, depositária de suas graças. Não se trata apenas de ritos, mas de realidade com o conteúdo dos dons de Deus, como sua Palavra e seus sacramentos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Big Brother 10.Como cristão, convém assistir?

Big Brother 10.Como cristão, convém assistir?

+ É sempre prematuro falar sobre o primeiro episódio de qualquer programa em série, especialmente de um reality show, que não tem roteiro muito definido. Mas essa me pareceu a estreia de “Big Brother” com linhas mais claras, definidas.

+ Uma das chaves desta edição foi dada explicitamente por Pedro Bial: “Este BBB tem um novo alfabeto. ABCDEF GLS…” Uma das participantes depois reforçou: “Este é o BBB da diversidade”. Por fim, a animação de Maurício Ricardo mostrou três robozinhos, um deles gay. A direção do programa selecionou um gay, uma lésbica e uma drag queen, todos assumidos – o que demonstra que as questões de gênero sexual terão papel predominante desta vez.

+ A ideia de uma vida dupla é reincidente entre os participantes – muito além da duplicidade inerente aos brothers GLS. Há uma doutora em lingüística que vira perua baladeira, uma policial que solta a franga na praia, um engenheiro agrônomo que foi modelo, um advogado que treina boxe e assim por diante.

+ Como se vê, a “segunda vida” dos participantes está ligada em geral ao corpo. Muitos ganham a vida com atividades físicas: um dançarino, uma dançarina de boate, um personal trainer e assim por diante. Esta parece ser também uma das edições mais homogêneas em termos corporais/hormonais, com uma maioria absoluta de corpos esculpidos, quando não marombados. Pela minha lembrança, havia mais exceções em edições anteriores, como Cida ou Jean, por exemplo.

+ É cedo para dizer, tudo pode mudar nas próximas semanas, mas o “casting” da edição me pareceu bastante inspirado, com vários participantes de personalidade forte. E já deu para identificar claramente uma barraqueira, a jornalista lésbica, que deu uma enquadrada forte e desnecessária, logo no primeiro programa, na dançarina de boate .

Ricardo Calil, critico de cinema.

***

S. Paulo, com muita sabedoria nos disse: ” Tudo nos é lícito mas nem tudo nos convém, tudo nos é permitido mas nem tudo nos edifica”. (I Cor 10,23)

Convém perder o nosso precioso tempo dando audiência a um programa cujo conceito é francamente anti evangélico em toda sua proposta de estimular com que o pior das pessoas venham à tona e seja objeto de observação 24 horas por dia, pela tv ou internet ?

Sei que tem coisas aproveitáveis na TV, outras, no entanto, não acrescentam nada na vida da gente.

Aliás, se houver algum acréscimo, esse será na conta bancária do vencedor e na emissora que ganha milhões às custas da curiosidade mórbida das pessoas que tem ânimo para assistir o manjado grande irmão- que de grande só tem os interesse financeiro envolvido dentro da turma escolhida e na audiência ávida por alguma coisa que lhes ofereça mais sentido para a vida!

Direitos humanos

Os Direitos Humanos do Governo

Enquanto Marx diz o que é teu é meu, Cristo prega: O que é meu é teu

É notório o espanto que certos termos do recente Programa Nacional dos Direitos Humanos, publicado pelo Governo Lula, têm causado à população brasileira. Com certos aspectos positivos, vários pontos são mesmo assustadores e inesperados.

Como compreender que uma pretensa intenção de defender direitos humanos inclua a aprovação de leis abortistas? Onde está defendido o direito da criança que ainda se encontra no seio materno, de nascer, de viver e ter seus demais direitos reconhecidos?

Como pode alguém condenar métodos agressivos do tempo do Governo militar e propor a prática de tortura ao agredir os corpos das criancinhas no ato abortivo, em determinados métodos, quando são literalmente dilaceradas até sem anestesia, ou simplesmente eliminadas com outros métodos como se o ser humano pudesse ser descartado como lixo?

Como podem os autores deste problemático Programa semear novamente o clima de terror no País, depois de, anteriormente, ter sido feita lei de anistia? E por que esquecer as atrocidades também praticadas por pessoas da esquerda, com sequestros, assaltos, mortes em vista de um sistema político que julgavam melhor e desejavam impor ao País? Os fins não podem justificar os meios. Quanto a sistemas políticos alternativos, é bom que se reveja o efeito ineficaz na Rússia, na Polônia, na Albânia, na Alemanha Oriental e em outros países onde o comunismo esteve presente por décadas e os resultados não foram os prometidos e onde os direitos humanos também não foram respeitados. Há, de fato, um engano em certas cabeças: desejar comparar Marxismo com Cristianismo. Entre as duas teorias que parecem sugerir semelhanças, há uma diferença determinante: enquanto Marx diz o que é teu é meu, Cristo prega: O que é meu é teu.

Como pode alguém afirmar a defesa da família e provocar situações que ferem ao real conceito familiar, criando casamentos de pessoas do mesmo sexo, como se tudo fosse igual?

Como pode alguém tentar controlar exageradamente a imprensa, retirando do cidadão o direito de protestar contra medidas que agridam aos seus direitos?

Como pode o Governo, em nome de uma pseudolaicidade, impor aos cidadãos um regime ateu, agressivo aos sentimentos religiosos, impedindo de todas as maneiras a prática e a expressão livre da fé? Incomodar-se com símbolos religiosos é próprio de quem não crê e deseja gerir um povo que crê como se fosse obrigado a ser ateu ou a agir como ateu. O Governo laico é justo quando ele defende o direito dos cidadãos de expressar livremente sua fé, mas é totalmente injusto quando agride a consciência religiosa do seu povo e desconhece a realidade histórica de sua gente, permeada de profundo senso religioso. A seguir da forma que o Programa propõe, daqui a pouco será proibido erguer em praças públicas uma cruz, uma estátua de algum líder religioso, construir monumentos à Bíblia ou edificar templos com características arquitetônicas próprias. Isso são sinais da ideologia ateísta e preconceituosa contrária ao direito dos cidadãos de crer em Deus e de expressar livremente sua religião. É cruel ver que tudo isso vem embutido em pacote sobre o qual se escreve “Direitos Humanos”, quando é justamente o seu contrário.

As medidas publicadas nas vésperas do Natal, dia sagrado para a grande maioria do povo brasileiro, não deixam de assustar a nós Bispos que ouvimos o Presidente da República afirmar de público, na Assembléia da CNBB de 2002, que jamais admitiria em seu governo qualquer medida que agredisse a fé cristã do povo brasileiro e citou, emocionado, a religiosidade genuína de sua digna e saudosa mãe. Como entender isso?

.: Bispo denuncia pacote ideológico do Governo

.: Gentios no Planalto

.: Nota sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora

A inveja corrói corações


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A inveja corrói corações

O mau sentimento germina onde a semente do amor não foi semeada

Estamos sempre aprendendo alguma coisa em nossas convivências. Fazemos a cada dia uma nova experiência no laboratório de nossos relacionamentos. Seja dentro da família ou em outras esferas sociais, vivemos situações de desconfiança, de raiva, de ingratidão, de ciúme...e, entre tantas outras, estamos sujeitos a deparar com a inveja. Independentemente do grau de parentesco, esse mal pode também encontrar oportunidades para se instalar em todos os nossos relacionamentos. Há pessoas que aparentam não trazer esse sentimento até o momento em que o seu profissionalismo não é ofuscado ou a sua situação de vida continue sendo superior.


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A manifestação desse mal, muitas vezes, pode nos confundir com um outro, que também provoca instabilidade dentro das relações: o ciúme! São sentimentos muito próximos, contudo, o ciúme acontece quando nos preocupamos em perder aquilo que temos, seja o amor de uma pessoa, um bem ou uma posição social. No caso da inveja, a pessoa cobiça o objeto de conquista do amigo, do irmão, vizinho, etc. E nem sempre essa avidez pode significar um bem material. Às vezes, esse sentimento se manifesta quando o invejoso percebe a maneira como alguém se veste, as amizades que alguém possa ter, a qualidade do entrosamento entre um casal, a harmonia dentro de uma família, passando por outros inúmeros exemplos de coisas materiais.

O sentimento de inveja incomoda e corrói a autoestima da pessoa que carece das coisas que, na vida do outro, parecem acontecer com maior facilidade. E por não conseguir alcançar seus objetivos ou ser reconhecida naquilo que foi o sucesso do amigo, a pessoa invejosa se recusa a celebrar a conquista daquele que, na alegria, veio partilhar suas vitórias. Tomada por um “mix” de sentimento, que vai do ciúme à inveja, passando pelo orgulho, a pessoa tomada por esse sentimento não consegue comemorar a alegria do outro sem ocultar o seu desdém.

Tudo aquilo que se referir à pessoa bem-sucedida, o invejoso terá alguma coisa para contradizê-la, na intenção de desviar o foco da conversa ou ofuscar a imagem dela com comentários ácidos. Como pecado capital, essa fraqueza se desdobra em outros sentimentos; multiplicando-se em manifestações de ingratidão, raiva e destrato por alguém que nada lhe fez nem lhe causou prejuízo algum.

É bom que se saiba que nada se consegue sem esforço e nenhuma conquista é atribuída ao acaso. Se alguém recebe elogios ou se destaca no local de trabalho, tudo isso é resultado de muito trabalho e dedicação, por meio dos quais o “vitorioso” colhe os frutos da sua competência na realização de seus planos.

Na verdade, a inveja é o resultado da falta de empenho de alguém na realização de suas próprias metas. Como todos os outros sentimentos daninhos, se não buscarmos a correção para esse mal, vamos colocar a perder relacionamentos de anos de conivência.

Lembremos que todo mau sentimento germina onde a semente do amor não foi semeada. Esforcemo-nos na erradicação dos sentimentos nocivos, aplicando-nos na vivência do amor, temperando nossos laços afetivos.

Quem ama se faz um com aqueles que se rejubilam e solidários com os que sofrem.

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Dado Moura
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Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista.
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