quarta-feira, 17 de março de 2010

Evangelização do Meio Universitário

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Introdução

Dom Eduardo BenesO impacto da secularização e da cultura chamada de pós-moderna se faz sentir, em primeiro lugar e com especial intensidade, no meio universitário. O estudante universitário vive em um universo cultural próprio com seus valores e seus desafios peculiares que exigem uma maturação da fé que lhe permita responder com inteligência e segurança às questões emergentes dos avanços das ciências, em todas as frentes do saber, e das correntes de pensamento que plasmam seu ambiente cultural.

Não basta para ele a catequese comum oferecida nas paróquias tradicionais que não leva em conta as questões que a vida universitária levanta em seu espírito. As celebrações da liturgia dominical nem sempre satisfazem suas expectativas reais. As relações mais determinantes de seus sentimentos e de seu comportamento, ele as vive no meio universitário ou a partir desse meio. O tempo de universidade tem uma influência decisiva sobre seu modo de pensar, sobre suas decisões e sobre seu futuro engajamento na vida da sociedade.

É missão da Igreja fazer-se presente nesse meio e criar as condições para que todos os estudantes, bem como todos aqueles que constituem a comunidade universitária, possam receber o anúncio do evangelho, aprofundar seu conhecimento em confronto com as grandes questões da cultura atual, viver na liturgia o mistério de Deus e encontrar luzes para a própria vida, aprendendo também a se colocarem dentro da história como “sal e luz”, participando assim da construção da justiça e da paz social.

A grande questão que se põe para nós, Igreja, é essa: o evangelho está chegando de verdade ao meio universitário e está exercendo real influência nesse meio? Há quem o anuncie e testemunhe diante das pessoas, estudantes, docentes e funcionários? Os universitários, batizados pela Igreja em sua maioria, têm oportunidade de se sentirem Igreja de Cristo, experimentando a Comunhão eclesial na liturgia e na caridade? Os cristãos se reconhecem tais no ambiente universitário e se unem no sentido de oferecerem sua contribuição para a vivência da fraternidade e da solidariedade em seu meio? As questões e dificuldades, do ponto de vista da fé e da ética, emergentes em sala de aula, ou em outras instâncias da vida universitária, são objeto de reflexão por parte dos cristãos de modo a perceberem que sua fé é preciosa no sentido de ajudar a encaminhar essas questões?

Missão da Igreja (DGAE)

EVANGELIZAR, a partir do encontro com Jesus Cristo, como discípulos missionários, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo 10,10).

Exigências intrínsecas da evangelização

Evangeliza-se servindo. “Vim, não para ser servido, mas para servir”. A Igreja não se faz presente para dominar ou para instrumentalizar as instituições a serviço de interesses corporativos ou proselitistas. Sua presença é no sentido de servir á pessoa e á comunidade, promovendo a pessoa e procurando estabelecer na comunidade humana relações fraternas. Interessa-lhe que a universidade realize sua missão de preparar profissionais competentes e comprometidos com o bem comum. E nisso ela muito poderá contribuir, pois a mensagem do evangelho se situa toda ela nessa direção. Por isso a Igreja, presente no meio universitário deverá estar atenta às necessidades de todos os membros da comunidade universitária, para ajudá-los em suas dificuldades e em suas aspirações.

Evangeliza-se, dialogando. O diálogo é, em primeiro lugar, escuta. Ouvir, entender para dizer uma palavra - a do evangelho - significativa que responda de fato à inquietação do irmão. Sem profundo respeito e amor pelo outro não é possível evangelizar. Evangelizar não é moralizar, não é impor, não é vencer o outro pela força da retórica, mas propor-lhe, respeitosamente, aquilo em que se crê e se experimenta ser resposta existencial para a própria vida. São Paulo considerava um tremendo pecado não anunciar ao outro o evangelho da salvação: “ai de mim se eu não evangelizar”. Este diálogo há de se fazer com a cultura moderna, forjada pelo desenvolvimento científico e muito presente no meio universitário, com os irmãos de fé cristã de outras confissões, no sentido de juntos testemunhar na oração, no serviço e na caridade a nossa comunhão - embora imperfeita do ponto de vista do conteúdo da fé - em Cristo e com os irmãos de confissões religiosas não-cristãs.

Evangeliza-se testemunhando a comunhão. Os cristãos devem se reconhecer como tais no meio universitário e ali viverem o mandamento novo do amor: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” ou: “nisto reconhecerão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros” ou: “Pai, que eles sejam um como eu e tu somos um e o mundo creia que me enviaste”. Esta comunhão, cultivada e alimentada na celebração eucarística, deverá se estender a todos os irmãos universitários a partir dos que estudam na mesma sala e na mesma faculdade - ou curso - ou juntos prestam serviço à comunidade. Este testemunho é a base de toda a evangelização e, de certa forma, nele se inclui o serviço e o diálogo como sinais do verdadeiro amor.

Evangeliza-se anunciando

O que é evangelizar? A evangelização é “uma realidade rica, complexa e dinâmica” e, por isso “é impossível captá-la se não se procura abranger com uma visão de conjunto todos os seus elementos essenciais” (EN 17). Nesta realidade “rica, complexa e dinâmica” uma coisa não pode faltar nunca: “não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, não forem anunciados” (EN 22). E ainda: “A evangelização há de conter também sempre – ao mesmo tempo como base, centro e ápice do seu dinamismo – uma proclamação clara que em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, a salvação é oferecida a todos os homens, como dom da graça e da misericórdia do mesmo Deus” (EN 27). Prestemos nossa atenção nos dois advérbios: “nunca” e “sempre”. “Não haverá NUNCA” e “há de conter SEMPRE” são expressões tão fortes que até nos fazem perguntar: “por que será que o papa insiste nisto que é tão óbvio, tão evidente”? É que sem isso não há nem Evangelização, nem Igreja, nem Pastoral. O encontro com Cristo Vivo, e nele a comunhão com o Pai no Espírito, é a razão de ser da Igreja, constitui seu mistério e a raiz permanente de sua missão. Este anúncio é o quérigma. Sem ele a Igreja morre porque lhe faltarão os convertidos, novos seguidores de Jesus, novas testemunhas. Este anúncio tem que chegar a todos oportunamente, como expressão proclamada do testemunho vivido. O outro que viu e entrou em contato com uma comunidade eclesial verdadeira há de levantar-se a pergunta: “por que eles são assim?” “De onde lhes vem essa alegria, esse espírito de serviço, essa disponibilidade em ajudar, esse senso de solidariedade?”. Aqueles que vivem no meio universitário devem poder entrar em contato com essa experiência e devem ter a oportunidade de ouvir o querigma, dar sua adesão a Jesus cristo e encontrar na comunidade Igreja o espaço para o crescimento e a maturação da própria fé. O documento de Aparecida insiste sempre de novo no encontro com Cristo propiciado pelo querigma. Assim; “Esse encontro com Cristo deve renovar-se constantemente pelo testemunho pessoa e pelo anúncio do querigma e pela ação missionária da comunidade. O querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade de discípulo de Jesus cristo” (278a). O querigma institui o discipulado e é sua alma. Fala-se de ética e de estética como duas dimensões fundamentais da presença da Igreja no meio universitário. Sem o querigma a ética fica sem alma. Se por dimensão estética se entender o encantamento que o Verbo feito carne – a beleza do mistério – produz no espírito, então retornamos ao querigma como anúncio que leva à contemplação a ser experimentada na liturgia e na oração.

Diante de tudo isso parece-me ser urgente uma presença qualificada da Igreja no meio universitário. Como poderá isso acontecer?

  1. Penso que todo católico, que participa plenamente da eucaristia e que é membro da comunidade acadêmica, onde vive preciosa parte de sua vida e desenvolve sua principal atividade, é chamado pelo Senhor a ser missionário em seu meio. É por esses que devemos começar. Estão convocados e são enviados pelo Senhor. Para isso receberam o Espírito Santo.
  2. É preciso organização. Descobrir os irmãos de fé que talvez estejam na mesma sala, mas que, por se desconhecerem, vivem sua fé na paróquia do próprio bairro, mas receiam professá-la publicamente no espaço universitário, muitas vezes considerado hostil. Que cada faculdade tenha sua comunidade, ou grupo, que se reúne para a oração e para a reflexão em torno das questões vividas no meio e planejem sua ação no sentido de fazer o evangelho presente.
  3. Criar um espaço mais amplo onde possa se reunir toda a Igreja presente no meio universitário para celebrar sua fé na liturgia e aprofundar o conhecimento da doutrina de Cristo com suas implicações éticas e históricas.
  4. A paróquia universitária ou capelania – ou algo semelhante – poderia ser esse espaço, tendo á frente um ou mais sacerdotes, sob a orientação do bispo, espaço no qual se oferecerá á comunidade universitária o conjunto dos meios necessários para uma plena vivência do evangelho como se faz nas paróquias convencionais. Ela coordenaria todas as manifestações de vida eclesial no meio universitário, apoiando todas as iniciativas de evangelização do meio e criando outras necessárias para uma presença eficaz da Igreja.

Conclusão

É preciso encontrar os caminhos concretos para implantar esse processo. Isso se faz na oração e na reflexão, começando de alguma forma. A Igreja tem o dever e a vocação de se tornar presente, com uma presença forte, significativa, em todos os espaços da vida universitária para que o evangelho, força de salvação, fermente a gestação de uma sociedade nova, baseada na verdade e na prática da justiça. Essa tarefa é missão de todos aqueles que professam a fé em Jesus Cristo e que participam da vida e das atividades que constituem a vida universitária.

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues
Arcebispo de Sorocaba e
Responsável pelo Setor Universitário - CNBB

terça-feira, 16 de março de 2010

PT decide apoiar o desumano plano de direitos humanos do governo



O Partido dos Trabalhadores, em seu Congresso realizado de 18 a 20 de fev 2010, aprovou lamentavelmente o Programa Nacional de Direitos Humanos do governo, editado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2009, por Decreto. Os delegados do PT entenderam que o partido deve manifestar "apoio incondicional ao programa" por considerar que ele é "fruto de intenso processo de participação social".

O Plano de Direitos Humanos do Governo, que quase nada tem de direitos humanos, é criticado fortemente pelos militares, pela Igreja Católica, pelos setores do agronegócio, pela Imprensa, pelos Magistrados e outros segmentos da sociedade. A Igreja repudia a descriminalização do aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e com adoção de crianças, a retirada dos símbolos religiosos de locais públicos, a revisão da lei da Anistia, a restrição à liberdade de Imprensa. Dr. Ives Gandra Martins considerou o Programa “desumano”. É preciso que o povo católico saiba disso.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u696294.shtml


Data da publicação: 22/02/2010

JEJUM

Práticas de Jejum

Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir fazer.

Abordamos aqui o aspecto prático do jejum. Existem várias modalidades de jejum, trataremos, no entanto, somente de quatro tipos que poderão ser de grande proveito para você.

Jejum da Igreja
Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa.
Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.
Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.
O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.
Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.
O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer.
O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.
Para quem é disciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Mas como "a gente" se disciplina; como refreia a gula! E é esta a finalidade do jejum.
Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida. Para o doente e para o idoso, disciplina mesmo talvez seja tomar os remédios e tomar corretamente.
Jejum a pão e água

Nesse segundo tipo de jejum, deve-se comer pão quando se tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais.
Não se trata de comer pão e beber água ao mesmo tempo. Pelo contrato: é preciso evitar isso. Nosso tipo de pão, quando comido com água, geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça.
É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Você vai perceber que, nesse dia, o pão adquire um novo sabor. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia. O organismo precisa de água. Por isso, tome água, mesmo que você não tenha sede.
O principal desse tipo de jejum é que você só coma pão e beba apenas água.

Jejum à base de líquidos

O terceiro tipo de jejum requer que você passe o dia sem comer nada, limitando-se a tomar líquidos. Ou seja, durante todo o seu dia de jejum, você se alimenta somente com líquidos. Essa é uma modalidade muito boa de jejum, que refreia a nossa gula e garante a nossa disciplina.
Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum.
É recomendável passar o dia tomando chá. Existem vários tipos de chá, podendo-se escolher. Desde que seja quente e com um pouco de açúcar ou mel, o chá alimenta e mantém o estômago aquecido, o que é muito bom. Quem não puder usar açúcar nem mel, pode usar adoçante ou tomar chá puro; fazendo assim estará se privando da glicose, que é alimentícia, mas conservará as vantagens do chá e do calor. Mas, se preferir, você poderá tomá-lo frio ou gelado, especialmente no verão.
laranjada, limonada e sucos de fruta também são indicados para esse dia. O mesmo acontece com os sucos de legumes, como cenoura e beterraba, e de verduras. Veja bem: tome suco, não vitamina. Combinando-se frutas, legumes e verduras, as possibilidades aumentam bastante.
Os vários sucos, adoçados ou não com açúcar, mel ou adoçante, são sempre alimentícios, deixando o corpo leve para a oração e para as outras atividades intelectuais ou físicas.
Outra boa opção para esse tipo de jejum é a água de coco, que é completa, jé tendo tudo para nos manter hidratados e alimentados. Especialmente para quem tem a sorte de viver nos lugares onde há coqueiros, um jejum a base de água de coco é excelente. Não existe melhor hidratante.

Qualquer pessoa, mas em especial os idosos e os doentes, pode fazer um jejum muito saudavél à base de caldos. Tal como os sucos, os caldos também apresentam um grande variedade.
Observe, no entanto, que estou me referindo a caldos, e não a sopas e canjas, embora se possa fazer caldo de frango e até de carne. O que importa é que o caldo é líquido e tem como vantagens ser nutritivo e quente, além de conter sal.
Especialmente em dias frios, os caldos são uma ótima maneira de fazer jejum, pois com eles temos garantida a ingestão das calorias necessárias às nossas atividades, espirituais em particular.

Igreja de Cristo

Estar ligado à Igreja é estar ligado a Cristo
O Senhor nos deu um espírito de fortaleza, de coragem, de entusiasmo, para que anunciemos a todo Seu povo a Boa Nova: “Eis o vosso Deus”. Mais do que nunca, Ele está operando no meio de nós; está realizando Suas obras, está conosco e nós precisamos mostrar quem é o verdadeiro Senhor.

Já estamos vivendo os tempos falados pelo Evangelho, o tempo do surgimento de muitos falsos profetas. Eles estão apontando outros “cristos” descaradamente. Todos os tipos de filosofia e religião estão prometendo a chegada de outros “messias”.



Nós, que temos Jesus como Salvador, precisamos nos agarrar a Ele; dedicar-Lhe nossa vida; lutar por Jesus; amá-Lo. É preciso que nos unamos, mas não em "grupinhos" separados. Hoje, mais do que nunca, precisamos estar juntos em uma única Igreja, a Igreja de Jesus. O Pai uniu de tal forma a Igreja e Seu Filho, que eles são um só, um único Corpo. Em consequência, não dá para ser de Cristo sem ser de Sua Igreja, e vice-versa.

A Igreja é vida e se faz em sucessão; não é democracia, não é feita pelo povo. Ela vem do alto, do céu e se realiza no povo de Deus.

O rebanho do Pai precisa de um pastor e Jesus não poderia estar visivelmente presente entre o povo para sempre. Por essa razão, Ele deu a Pedro e a seus sucessores Sua própria autoridade. E depois da Ressurreição disse ao mesmo Pedro, que O havia negado três vezes: “Tu me amas, Pedro? Apascenta os minhas ovelhas [...]”. Pedro era fraco, mas Jesus o escolheu como pedra fundamental de Sua Igreja – Igreja una, ungida pelo Senhor, na qual não há divisões.

Nossa geração sofrerá uma perseguição muito grande, e isso significa que, não estando ligado à Igreja, à única Igreja de Cristo, você também irá traí-Lo. Os próprios apóstolos encontraram dificuldades em seu caminho, mas não romperam com Jesus; pelo contrário, firmaram-se muito mais em Cristo e na Igreja.

Hoje encontramos muita dificuldade, muita incompreensão; nem todos estão preparados para aceitar as coisas novas que Deus está fazendo. Mas você despreza seu pai e sua mãe por eles, às vezes, demonstrarem uma mentalidade antiquada, por não compreenderem os dias de hoje? É claro que não. Você os respeita, apesar disso. Assim também é na Igreja. Nossos padres, nossos bispos são fruto de uma época, de uma mentalidade, e, às vezes, não entendem as novas ideias. Temos de ser fiéis ao Senhor e respeitar os nossos padres, bispos, entre outros.

Precisamos aprender a unir as riquezas do novo e do antigo. Com o tempo, eles vão se adaptando aos nossos dias e, orando por nós, incentivando-nos, trazendo-nos o perdão dos pecados, colocando-nos nos caminhos da fidelidade ao Senhor, a vontade de Deus acontecerá, em uma Igreja renovada de Cristo.

Deus quer fazer uma Igreja renovada, na qual o que não é certo, o que não é do Senhor, seja modificado. Como numa plástica facial em que se transforma um nariz torto, por exemplo, o Senhor quer mudar o que não está bom. Não quer cortar fora o "nariz" em hipótese alguma. Há muita gente fazendo "narizes" e "orelhas" à parte, mas isso não salvará ninguém. É preciso estar ligado a Jesus e à Sua Igreja, como os membros se ligam a um corpo, como os ramos se prendem a uma videira.

terça-feira, 9 de março de 2010

* De Lutero a Roma: Testemunho de conversão de um Protestante que descobre-se filho da Igreja Católica.

Depois de 3-4 anos a cruzar por Genebra, parece-me adequado que proclame a vitória de Roma sobre a minha alma.

Sei que há quem fique escandalizado com esta conclusão, quem duvide se não é odisseia a trajetória da minha peregrinação de fé. Porém, Chesterton, que contribuiu no ano passado para a minha conversão, defendia-se perante os seus críticos alegando que, na aventura que é a Ortodoxia, se vê como um velejador inglês que, num erro de cálculo, parte do Tamisa, dá toda uma volta ao mundo, e chega ao estuário londrino a pensar que descobriu as índias orientais. Para este, chegar à plenitude e pureza do Cristianismo durou toda a sua vida adulta.

Fico feliz por, aos 25 anos, me ver chegado a Casa. Fico também aliviado que, ao contrário das milhenas de pastores e presidentes de seminário e teólogos da fina flor do Evangelicalismo (em especial, Calvinistas como Scott Hahn, Peter Kreeft, Francis Beckwith, etc), não me vi vestido com a toga de Westminster quando me lancei ao meu nado rio Tibre adentro.

A questão, pois, fica: como foi possível? Sinto que devo explicações Ape. Primeiro que tudo, não mudei de fé.Apenas progredi no Caminho que Cristo palmeou para os Seus; um que não se fica pela epifania de Martinho Lutero no séc XVI. Não; ele inclui os 1500 anos anteriores, e inclui os S. Tomás de Aquinos, os Sto Agostinhos, os Sto Ireneus, os S. Clementes, Sto. Atanásios, os Sto Inácios e S. Policarpos que criam na Eucaristia, na Sucessão Apostólica, na Primazia Petrina, no Magistério romano, no Papado, no Dogma, etc.

Homens que amavam a Escritura e tinham-na como infalível e inspirada: a própria Palavra de Deus. Estudei insistentemente estes velhos santos. Uns, foram discípulos directos dos Apóstolos, outros discípulos dos discípulos; mas todos – herdeiros da sua Tradição (II Tes 3:5-6). Tradição que nunca incluiu a Sola Scriptura: essa coisa tão antibíblica. O devoto papista, Agostinho de Hiponas, presidiu a esse Concílio Ecuménico em Cartago, no séc IV, e o Novo Testamento foi anexado ao Velho. O da Septuaginta; o dos deuteroncanónicos. Agostinho cria na Escritura; e a Escritura cria na autoridade da Igreja sobre a Verdade (I Ti 3:15-16); a Escritura cria, segundo a mesma, em Concílios humanos e a sua infalibilidade, como relata no Livro de Atos, sobre a assembleia reunida em Jerusalém: toma-os como infalíveis e autoritários sobre as consciências de todos os cristãos em todo o lado.

E a Sola Scriptura? Ao fim de muita martelada, II Ti 3:16-17, parece falar da suficiência e adequação da Escritura para todo o ministério de Timóteo: não duma autoridade exclusiva da Escritura ou dum monopólio epistémico da Palavra preservada. Além do mais, o rapaz, segundo S. Paulo, conhecia aquelas Escrituras desde Jovem. Ora, pois, nem quando S. Paulo lhe escrevia isto havia epístolas paulinas, nem petrinas, nem universais; nem o Apocalipse ou o Evangelho e S. João – quanto mais na sua meninice. A Escritura perfeita e suficiente era, afinal, um Velho Testamento. A julgar pelas citações ad verbatim e exemplos históricos do Apóstolo (Gál 5) era pior: um desses com os textos deuterocanónicos que os Protestantes retiraram do Cânone – a Septuaginta.

A dada altura, pois, não fui mais capaz da ginástica intelectual de crer que sacerdotes romanistas perservaram, copiaram, e escolheram perfeitamente o Cânone da minha Escritura Protestante – a mesma da qual, em pleno séc XXI – fazia eu uso para mostrar as suas idolatrias. Se todos criam no que criam e como eu próprio verifiquei que criam, o que me faria crer que tais papistas, marianos, eucarísticos não corromperam o Texto? Ou omitiram mais livros apostólicos? Ou acrescentaram até apócrifos, como a Epístola a S. Tiago (que nega a Sola Fide no seu segundo capítulo), essa que Lutero quis, por palavras suas, ‘atirar para a fornalha’? Além do mais, este silêncio de 15 séculos em que as 5 Solas da Reforma nem em princípio existiram parecia contrariar, se é que a Ortodoxia é mesmo a Protestante, a promessa que Cristo fez a S. Pedro quando fundou nele a Sua Igreja: ou seja, afinal os portões do Hades sempre prevaleceram sobre ela.

Até à Dieta de Worms, pelo menos. E mesmo após esta, concedamos que, para o Evangélico do séc XXI,Lutero ainda sofria de resquícios hereges, ao assumir que Maria merecia toda a reverência e veneração, e ao não negar o Purgatório. O próprio Calvino não via motivos para contrariar a crença na virgindade eterna da Virgem e acreditava na Eucaristia e na Presença Real de Cristo nela. Mais ainda, ao olhar para as 33000 igrejas evangélicas e suas várias denominações, choraria com o triunfo dos Anabaptistas radicais – gente que separou o Estado da Igreja, que nega a regeneração baptismal e recusa-se a aspergir os ‘filhos da Aliança’, os bebés da promessa abraâmica. Mas sobre a anarquia eclesiástica Protestante falarei mais tarde.

Importante é que ainda como bom escrituralista, e sem dar por isso, comecei a crer no que não sabia eu ser Dogma. João 6, de repente, parecia a estar ensinar a Eucaristia (afinal, se Jesus falava apenas simbolicamente do Pão e do Vinho, porque confirmou Ele aos canafurnanitas que o acusavam de promover canibalismo que era o Seu Corpo ‘verdadeiramente’ Pão, e o Seu Sangue ‘verdadeiramente’ Vinho?); Mateus 16, subitamente, parecia conferir uma primazia apostólica sobre S. Pedro; I Coríntios 3, num momento, ensinava claramente o Purgatório; os capítulos iniciais de Lucas pareciam agora exaltar a Virgem para lá do mero ‘respeito’ Protestante, etc.

Porém, como haveria eu evangelizar os meus irmãos Evangélicos sobre estas e outras realidades? No fim, era apenas a ‘minha interpretação’. Que importa a suposta clareza e autoridade da Escritura, se a maioria dos Evangélicos consegue perfeitamente ler sobre ‘arrebatamentos secretos’ e helicópteros no Livro de Revelação, mas não vê a Transubstanciação em João 6, e fica impune se confrontado biblicamente?; se não vê qualquer Purgatório em I Coríntios 3, mas discerne o ambientalismo de Al Gore em Génesis 1?; se não compreende a veneração mariana presente nos capítulos iniciais de Lucas, mas entende a importância da apoiar o Estado de Israel até que o Templo seja restaurado e Jesus possa voltar, lendo [as notas de rodapé] do livro apocalíptico joanino? – Onde está, pois, a Sola Scriptura? Onde está a autoridade bíblica exclusiva? Nasceu e morreu na Dieta de Worms:

‘A menos que eu seja convencido pelas Escrituras e a simples lógica, não aceito a autoridade do Papa e dos Concílios, pois estes se contradisseram, e eu fico, pois, sem escolha. A minha consciência está sob o cativeiro da Palavra de Deus. Não poderei nem irei eu retractar-me, pois ir contra a consciência não é correcto nem seguro. Deus me ajude. Ámen.’

Porém, ao estabelecer a Igreja reformada, tendo já instituído o produto da sua consciência, a Concórdia, Lutero, argui assim:

‘A minha doutrina não pode ser julgada por ninguém, nem pelos anjos. Quem não crer na minha doutrina, não poderá ser salvo.’ [sic]

Quando se relativiza tanto a Palavra de Deus e se dilui a autoridade pastoral ao ponto da opinião; quando se vota a eclesiologia à anarquia, retirando à Igreja a legitimidade para ‘ligar’ e ‘desligar’; quando se auto-ordenam bispos e presbíteros sem que sejam estes enviados por um sucessor apostólico; que Sola Scriptura resta, se nisto e em tanto mais a Escritura não é obedecida, nem fonte autoritativa existe para que se estabeleça e institutua objectivamente o que ela ensina, para todos os cristãos em todo o lado? Mas mais sobre o relativismo doutrinal Protestante mais tarde.

Porém, foi assim, pois, que caí do meu cavalo de Saulo. Não pude mais pontapear os aguilhões. Há anos, li sobre Henri Nouwen, e como este adormecia em oração, pedindo a Deus que Ele lhe desse uma razão para permanecer Protestante. Mas Deus deu-lhe, em vez, milhenas razões para se tornar Católico. Assim foi comigo. Sinto, hoje, intimidade com os cristãos de todos os séculos e de todo o mundo, do dia de hoje até aos Apóstolos e os seus discípulos, que rodeavam a Eucaristia, e em redor dela viviam, cristocentricamente e cruciformemente. Sinto, como Chesterton, que não sou já apenas um filho dos meus pais e um filho da minha era, mas um filho de Deus e da Sua Igreja, fundada no ano 33 em Jerusalém. E isto salva um pós-moderno, acreditem.

Pro Christo et Humanitate,
Nuno Fonseca

segunda-feira, 8 de março de 2010

PARABÉNS MULHER

Semente...
Ser-mente...
Ser que faz gente,
Ser que faz a gente.

Mulher, ser guerreiro, guerrilheiro, lutador... multimidia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso... multi-coração...

Mulher, ser que dá conta, que vai além da conta, que multiplica, divide, soma e subtrai, sem perder a conta, sem se dar conta, de que esse século foi seu parto, na direção de seu espaço, de seu lugar de direito e de fato, de seu mundo que lhe foi usurpado e que agora é por ela ocupado.

Mulher, ser florado, esse ser adorado, esse ser adornado, que nos poem em um tornado, nos deixa saciado e transtornado, que nos faz explodir e sentir extasiado.

Ser admirado...

Mulher, Nesse final de milênio, faça a transição.
Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente levando o mundo a ser mais gente...

Um mundo mais feminino, mais rosado e sensibilizado, mais equilibrado e perfumado...

Parabéns Mulher !!!

Não pelo oito de marco, nem pelo beijo e pelo abraço, nem pelo cheiro e pelo amaço. Mas por ser o que és... Humus da humanidade, Raiz da sensibilidade, Tronco da multiplicidade, Folhas da serenidade, Flores da fertilidade, Frutos da eternidade...

Essencia da natureza humana.

Parabéns...

Fonte Mensagens e Poemas
http://mensagensepoemas.uol.com.br/dia-das-mulheres/poesia-para-as-mulheres-2.html



Leia mais: Poesia para as Mulheres http://mensagensepoemas.uol.com.br/dia-das-mulheres/poesia-para-as-mulheres-2.html#ixzz0hbHuWEyC
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domingo, 7 de março de 2010

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.